Fragilidade no sigilo da comunicação com seu staff

A evolução tecnológica tem nos disponibilizado cada vez mais formas para nos comunicarmos a distância com nossos pares, seja via telefonia, chat, e-mail, entre outras opções. Entre essas formas de comunicação, a mais comum e usual continua sendo a comunicação por voz via telefonia. Porém, tanto a telefonia fixa como a celular tem apresentado muita fragilidade em relação ao sigilo das conversações.

A telefonia fixa é a que apresenta maior susceptibilidade a interceptações clandestinas, pois possibilita a instalação de grampos com baixíssimo custo, seja no distribuidor geral de um prédio, no armário de telefonia do bairro ou mesmo na caixa de emenda de um poste.

A telefonia celular também apresenta fragilidades que possibilitam as interceptações, porém com tecnologia mais sofisticada e custo mais elevado. Existem treinamentos on-line que ensinam a criar kits de interceptação de comunicação móvel utilizando softwares de domínio público e hardwares facilmente adquiridos via Internet.

Esse kit simula uma BTS (Estação Transceptora Base) da Operadora, equipamento onde os celulares pessoais se acampam. Em redes GSM, a BTS define se a comunicação é ou não criptografada. O kit é programado para definir que a chamada não seja criptografada a fim de viabilizar a sua audição ou até mesmo a sua gravação.

Atualmente, pode-se encontrar com facilidade, inclusive em anúncios na Internet, diversas soluções que permitem ao usuário comum ter acesso à interceptação clandestina. Isso tem gerado um temor em empresas e personalidades cujo staff necessita de sigilo na sua comunicação para evitar que a concorrência ou grupos mal-intencionados possam apoderar-se de informações estratégicas do negócio.

Em outro contexto, as interceptações legais são autorizadas pela justiça e, para realizá-las, as instituições oficiais contam com o suporte das Operadoras de Telecomunicações. Essas empresas são obrigadas por lei a implantar recursos tecnológicos para disponibilizarem canais de comunicação para que as instituições possam ter acesso ao áudio dessas interceptações.

Quando Barak Obama esteve no Rio de Janeiro em 2011, utilizou uma tecnologia que criptografava suas comunicações fim a fim. Ou seja, somente os dispositivos originadores e receptores das chamadas possuíam as chaves que possibilitavam descodificar o conteúdo. Dessa forma, qualquer indivíduo que tivesse acesso aos dados da comunicação, não teria como decifrar seu áudio. Mesmo com o auxílio de supercomputadores, levar-se-ia anos para se quebrar as chaves da comunicação.

Como vimos, são inúmeros os riscos de uma simples conversa telefônica causar prejuízos incalculáveis aos negócios. Por outro lado, não podemos abrir mão das telecomunicações para que as decisões do staff possam fluir de maneira mais ágil, conforme exige o mercado. Pois saiba que existem soluções brasileiras com criptografia fim a fim, oferecidas como serviço, na modalidade CaaS (Communication as a Service). Assim, se você também tem problemas com o sigilo das comunicações com seus pares, conheça as soluções de comunicação segura da Dígitro.


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