“as a service” está mudando os mercados de TIC

Não é de hoje que vem se ensaiando uma mudança significativa nos modelos de negócio das ofertas de produtos baseados nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Com a saturação dos mercados, o consequente aumento da competitividade das empresas, as condições macroeconômicas em escala nacional e mundial e o ciclo de vida dos produtos deste setor da economia, era de se prever a queda da imobilização de capital em ativos de TIC.

O crescente aumento do uso da nuvem (cloud) também apontava para esta realidade que, agora, se materializa com maior intensidade. A entrada mais forte de grandes fabricantes e/ou fornecedores de classe mundial com ofertas baseadas em serviços também indicava para a mesma direção. E a ideia de ofertar TIC como serviço tornou-se realidade criativa a partir do conceito “as a Service”, segundo o qual todo o aparato de instrumentos e de tecnologias pode ser comercializado como um serviço, cujas características mais marcantes são: a) sem barreiras para entrada, o que o direciona para pequenas e médias empresas; b) pouco ou nenhum investimento em infraestrutura que fica a cargo do provedor do serviço; c) escalabilidade massiva; d) independência de dispositivo posto ser possível o acesso por qualquer browser; e) independência de localização já que tudo fica, via de regra, hospedado na nuvem; e f) multitenancy e/ou virtualização de ambientes que permitem o compartilhamento de recursos (e custos) entre vários clientes sem violar a privacidade de qualquer das bases.

SaaS (Software as a Service), Paas (Platform as a Service), CaaS (Communication as a Service), IaaS (Infrastructure as a Service) e CCaaS (Contact Center as a Service), dentre outros de menor abrangência, tudo no mundo das TIC está sendo ofertado “como um serviço” (pela tradução literal).

E não é para menos! Quem, nos atuais dias, imobiliza capital em bens com alta taxa de obsolescência? Quem dispende recursos de custeio para manter infraestruturas como data center, cópia de segurança, mecanismos de proteção cibernética, contingência, etc; que, para o seu Negócio e/ou para sua Missão, figuram como atividade-meio? A resposta é uma só: pouquíssimas organizações que, por força da sua operação e/ou da sensibilidade dos dados, informações e conhecimentos são obrigados a manter em casa tal arcabouço.

Os números apontam para um crescimento vertiginoso nos próximos anos. Segundo projeções do Gartner Group, em 2016, a expansão prevista de ofertas nesse modelo, será de 5,6%. E, em 2017, a previsão de expansão é de 19,8%. Por outro lado, empresas estão se especializando em ofertas de “TIC Híbrida” ou “TIC Bimodal”, cujo desafio é manter pacífica a convivência transitória dos modelos atual e futuro das TIC, complementares em alguns casos e substitutivos noutros.

Se sua organização usa instrumentos baseados nas TIC para a execução dos processos que compõem a cadeia de valor – isso é quase unanimidade em todos os segmentos de mercado -, então conheça um pouco mais sobre as ofertas “as a Service” e quais as vantagens elas podem trazer sobre o seu modelo atual.

Lembre-se que “as a Service” não é só nuvem: existem muitas ofertas insourcing nas quais você delega a empresas confiáveis, as TIC da sua empresa ou instituição, com significativa redução de custos e ganhos de qualidade.


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